Trofim Lysenko: Cientista favorecido sob o regime de Stalin cujas idéias baseadas em "ciência revolucionária" influenciaram a Grande Fome de Mao e as políticas agrícolas soviéticas que ceifaram vidas aos milhões.
Nikolái Vavílov: Cientista que procurou soluções para resolver o problema da fome. Terminou sua vida em um Gulag na era de Stalin.
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A crença de que há uma imobilismo de idéias condicionado por uma
estrutura social que não o comunismo, faz parte de sua visão dogmática
marxista, a qual enseja selecionar seletivamente a produção científica
e dizer o que é "ciência revolucionária" e o que é "ciência
reacionária" a fim de manter o controle estatal sobre as idéias e sobre a segurança alimentar da população, tal como foi arquitetada desde o Manifesto (Monopólio Estatal Comunicativo e Proprietativo com Controle de produção agrícola). Tal seletividade ideológica se verifica no clero
comunista que prega a necessidade de controle político sobre informações
objetivas que contrariam suas narrativas diante do público. Nesse sentido, Stalin e Mao não distorceram o marxismo ao promoverem suas políticas agrícolas ainda que tenha sido ao custo de vidas e contra a ciência, pois priorizaram o controle burocrático-estatal e o monopólio proprietativo (que implica também em ter monopólio de desapropriar). Uma direção que reafirma a diretriz doutrinária comunista tal como foi arquitetada por Engels-Marx. Soma-se a isso o fato terem sido anti-científicos em prol da cientificidade comunista, combatendo a ciência arbitrada como força burguesa e baseando suas decisões políticas pela primazia da doutrina marxista e da narrativa oficial do estado.
A crença histórico-mecanicista do marxismo reduz a história a uma "luta
de classes" em moldes de social-economicismo sob o viés de seu projeto de
poder tido por seus seguidores como inevitável fim da história (a
última revelação). O que convenientemente desloca a ciência e a produção
cultural como entidades sem autonomia e subalternas da política por não terem como resultado provar essa tese, mas produzir conhecimento sólido, o que nem sempre coincide com objetivos propagandísticos.
Assim sendo a
produção e o acúmulo de idéias não têm em seus produtores (artistas,
cientistas, historiadores), mas no clero político, a maior autoridade de
saber. Visto que por deterem maior influência financeira-burocrática e
poder coercitivo, são mais caracterizados como revolucionários pela
visão marxista, do que aqueles que trabalham pela ciência, arte e
história justamente por poder gerir o movimento de luta de classes e por poder arbitrar o que é revolucionário ou não. Em suma, o marxismo concebe seus burocratas e políticos, como a
principal fonte e autoridade de poder e saber.
O comunismo é alienação em massa do conhecimento, da consciência e da história.
Pela
ciência, foi necessário desafiar o reacionismo do clero católico. Hoje
cabe enfrentar o imobilismo que o culto comunista impõe, em plena era da
informação.
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