Quando eu digo que todo mundo deveria ser capaz de prover suas necessidades através do salário, eles dizem que sou conservador. Quando eu digo que o cartel especulativo ameaça o acesso a propriedade privada e corrói o salário, eles me chamam de comunista.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
sábado, 19 de julho de 2025
Eterno Ciclo de Polarização e Decepção Política ou o Lulotrumpismo ou ERRATA DEFINITIVA SOBRE POLARIZAÇÃO
Existe um falso radicalismo na polarização. Essa exige sim máximo confronto da militância aos alvos designados, mas os que assumem o governo não exercem a radicalidade como esperado e inflado na militância: O radicalismo vira moeda de barganha na mão dos dirigentes, o comprometimento de valores é justificado pelo radicalismo da militância opositora e a necessidade de "pensar estrategicamente", os decepcionados são tratados como militância opositora e os que permanecem são exigidos a permanecerem e serem mais "radicais".
A revolução de manter as coisas como estão.
quinta-feira, 24 de abril de 2025
ERRATA DA POLARIZAÇÃO II
O negativismo que Theodore Kaczynski descreveu uma tônica dominante da esquerda do século passado já não é mais exclusividade da mesma no mundo pós-digital. Na era da polarização, todos os lados do espectro, em seus vieses ideológicos específicos, maximizam a psicologia negativista, sobressocializam e sobreisolam seus membros (demandas políticas de adesão e propagandização extrema geram tanto excesso e falta no modo de socialização, desestabilizando a organicidade das redes de apoio societárias). Esse negativismo e visão de "inferno na terra se existem os outros" é um meio para o fim monopolista. Visto que se o "outro lado" representa a completa desestabilização política e moral, a única escolha a ser valuada como "do bem" é a de buscar o controle monopolista, de forma a não deixar que o grande mal se perpetue ou volte, além de justificar que uma maior dose de poder (abolindo as teses democráticas de alternância do poder como dinâmica importante) é necessária para reparar os "grandes períodos de tempos de caos dos outros" bem como garantir o sucesso salvacionista da visão "correta".
As divergências ideológicas podem até ter se acirrado comparado a segunda metade do século passado, mas a concordância sobre a regra de disputa política não: Todos concordam em disputar por tudo ou nada. Todas as utopias políticas aspiram a ser uma distopia Orwelliana.
domingo, 20 de abril de 2025
ERRATA DA POLARIZAÇÃO OU... A MELHOR IDEIA POLÍTICA SEMPRE VENCE NO FINAL
Vive-se na era da polarização? Ou a era da irracionalidade?
O debate político que teoricamente era feito "no passado" foi substituído pelo debate irracional, por mero avanço das forças monopolistas, visto que defender maximização de poder sem contrato com retorno aos cidadãos (Ou seja, o retorno apenas é reafirmação ideológica e combate "aos outros", não retorno em acesso proprietativo e societário) exige a negação e a recusa de atualização sobre a realidade. Daí a proibição política de escutar o contraditório ainda que competitivamente, restando apenas o debate de quem e o que é dos grupos afins e grupos contrários. E o monopólio sobrevive não com competitividade, mas com supressão da mesma, abolindo as leis da melhor ideia pelo mais livre debate, livre iniciativa, maior e melhor produtividade, evolução da qualidade de serviços e produtos e geração de acesso a renda (quando a restrição a renda, serviços, produto, informação e comunicação é passível de lucro financeiro e/ou político, não espere que o monopólio não escolherá essa opção).
---
Os limites da liberdade do capital individual
Quanto de inflação o capital individual paga ao capital (inter)estatal [não apenas a relação do governo federal com as esferas estaduais e municipais, mas também a relação do capital determinada pelas relações políticas entre governos de outras nações, o que fica claro na atual era Trump 2.0 vs Xin Jinping 2.0) e quanto de inflação o capital individual paga ao capital corporativo? Quanto de inflação o capital individual paga pela resultante de cooperação e competição entre governo(s) e corporação(ões)? Do que sobra, qual seu real poder de compra e investimento que lhe possa resultar em efetivo acesso socioeconômico?
---
A dissociação entre apresentação de intenções políticas e a busca por fins políticos é condição fundamental e não apenas hipocrisia da política monopolista pós-digital.
---
quinta-feira, 17 de abril de 2025
ERRATA DA LUTA DE CLASSES ou "O melhor momento para investir é quando há sangue nas ruas"
"Lutas de classes" hipnocráticas, incentivadas e lucradas por forças monopolistas são feitas para parecer lutas de classes legítimas enquanto efetivam de fato o dividir e conquistar que mantém uma restrição significativa de acesso proprietativo e societário à maioria da população enquanto beneficia a classe monopolista.
Qualquer luta de classe que afeta a classe monopolista nominalmente, é apenas mero liberalismo.
ERRATA DA INTERVENÇÃO 2
Corporações são entidades políticas e Governos são entidades econômicas (mesmo quando se dizem "mínimos").
É inútil tratar economia de forma apolítica tanto quanto tratar governo como força intangível a economia.
Também é igualmente inútil pensar que governos e corporações estão sempre em "luta de classes", como se fosse impossível esses cooperarem entre si para formar monopólios onde suas forças políticas e econômicas sejam maximizadas.
Errata da Intervenção
Quanto maior a expansão das forças monopolistas, menor a capacidade de retenção de renda para a maior parte da população e portanto, independente da intervenção do capital estatal e/ou corporativo, tais intervenções se tornam instrumentalizáveis ao monopólio.
Acesso efetivo a propriedade não se garante apenas com medidas econômicas hipnocráticas.
---
Adendo: O capital veio para ficar. É o que concorda todas as forças que querem ser a face política do monopólio. O que é preciso questionar é que movimentar capital não é automaticamente aquecer a economia sem entender a sua rota e sem entender a função que irá exercer e que acessos, serviços, produtos e data irá fornecer e/ou restringir.