quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Sobre os Eternos Ciclos de Crises Econômicas

Uma crise econômica só é uma crise de fato caso abranja toda a sociedade e todos seus setores (que fique registrada a suspeita de que a quota de prejuízo poderá nem ser igual e muito menos proporcional). Se é uma Crise onde Governos e Corporações conseguem manter ou ampliar sua capacidade de exercerem monopólio (cooperativamente ou de forma unívoca através das várias formas de exercimento do Estado-Mercado) e apenas a maioria da população perde de forma significativa propriedade, recursos e acesso a serviços, então se trata de uma crise seletiva, especificamente: Predação econômica da população feita pela classe monopolista.

Agora se faz necessário explicar o porquê da eternidade. Pois bem, o monopólio só perdura eternamente caso mantenha predação econômica constante da população, seja em tempos econômicos favoráveis ou desfavoráveis (A força do monopólio se dá mais pela fraqueza alheia do que pela força própria, a despeito e sempre a despeito da conjuntura de todas as forças). E só se apresenta ao público como acidente através da desinformação, assim a eternidade que pode ser até previsível sendo acidente político e/ou econômico-financeiro não será compreendida como prevenível, caso fosse pertencente ao domínio dos fenômenos com causa e efeito, ações intencionais e consequências previstas.

Nada resta então a não ser oferecer os remédios de sempre das crises de sempre: Concentração proprietativa nos centros com maior capacidade de retenção. O proprietariado como Grandes Governos e Grandes Corporações. Daí os Eternos Ciclos de Crises Econômicas do Monopólio.

Nisso encerra-se o dogma da dicotomia do Estado VS Mercado. O Grande Estado se fortalece com um Grande Mercado atuando em seu favor. Também o Grande Mercado reduz seus competidores e reduz opções dos consumidores com as intervenções de um Grande Estado que com esse cresce em sistema de reciprocidade.

Contra a Ideologização na Educação e no Judiciário

Sim! Um professor tem direito de ser socialista da mesma forma que um juiz tem direito de ser conservador.

Entretanto, ambos têm o dever de serem profissionais e não abusarem da confiança dos respectivos cargos para cometerem abuso ideológico.

Sendo profissionais não são seres desprovidos de suas crenças. Apenas estão se livrando de fazerem uso criminoso das mesmas.

Essa é a lição que fica para o Brasil pós Moro-VS-Lula.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

CDXXVII

Sionismo: Conversão de referências bíblicas em desculpas políticas para intervenções militares e perpetualismo bélico. Não requer de seus cultistas específica fé religiosa, senão em seus fins político-militares.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Sobre o Curandeirismo Social

Curandeiros sociais não querem oferecer soluções para os males sociais, mas fazerem desses um modo de obtenção de recursos e veiculação de propaganda enganosa enquanto oferecem um retorno abaixo do devido no que se refere a promoção de ações solidárias e com um retorno acima do devido para si mesmos.

Decerto que a Sociedade Perfeita que dispensa toda forma de solidariedade e busca de soluções é utópica. Entretanto, a Perpétua Miséria para Perpétua Caridade, mais retira recursos e serviços que oferece às finalidades que nominalmente se compromete, ao ponto de ser mais uma força contra a solidariedade do que uma força a favor, por mais que a propaganda aumente o recorte de seu dito bem e desvie o escrutínio das consequências de seus males, crimes e fraudes.

Distinguir grupos de ações solidárias e sectos de curandeirismo social é distinguir a vida da morte, o bem do engano e o ganho social da predação da boa vontade coletiva.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

CDXXV

- A Pós-Modernidade bláh-bláh-bláh é definida pelo fim das grandes metanarrativas...

- Só... Tipo o Marxismo né?

- Que isso! Marxismo explica tudo.

- Tipo o Freud né?

- Que isso! Nada a ver.

- Nada a ver. Que isso!