No que se refere a política para a família, o processo comunista visa desproletarizar o proletário, visto que além de garantir que esse não tenha como transmitir propriedade para sua linha familiar (para que essa seja monopólio absoluto do Secto Monopolista, daí sendo o Secto o único herdeiro de todas as famílias), sua massificação ideológica visa transformar todos os indivíduos e grupos em commodity demográfica. Tal processo de massificação encontra na solidariedade intra-familiar e inter-familiar sua maior resistência e é exatamente por isso que a doutrina e propaganda comunista se apresenta dialeticamente numa direção anti-família. Ou seja, o comunismo pode se apresentar tanto como pró-família quanto anti-família, o que interessa na resultante final é a transformação de tais teses e antíteses em síntese monopolista. Sendo assim, o "uni-vos proletários do mundo", que é a instrumentalização das famílias e de seus membros enqüanto força combatente em prol do poder do secto, terá nesse contexto uma propaganda positiva em relação a família. Já quando o processo de desapropriação coletiva se inicia, então a propaganda assume uma direção anti-família, visto que o Secto nesse processo caminha para o monopólio proprietativo e assim a gestão social não absolutamente controlada pelo Secto Monopolista é tida então por contra-revolucionária.
Quando tal síntese em monopólio é enfim obtida, então o sentido dialético do comunismo se torna evitar que essa seja alterada, daí a direção da luta de classes terminar em manutenção de monopólio.
Contra o Culto do Amor Heterossexual e o Culto a Prole
A solidariedade intra-familiar e inter-familiar se fortalece com a qualidade dos relacionamentos. Afim de quebrá-la é necessário atribuir a essa a culpa pelos males sociais. Trazendo tal culpabilização social a um nível grande, o Secto Comunista consegue extrair daí mais facilmente o aumento progressivo da tributação, a desapropriação proprietativa coletiva entendida não como crime estatal, mas como justiça social que para tal precisa se valer de meios coercitivos e violentos, além de ter um bode expiatório para todas as falhas da gestão monopolista do partido comunista.
A gestão do partido comunista chinês, mesmo depois de ter destruído significativa parte do patrimônio cultural, eliminado vários grupos familiares em processos genocidas, ter eliminado a autonomia de crença dos povos sob seu domínio, ainda se vale do espectro da China Tradicional para justificar seus erros, como a violência contra as mulheres (muitas vezes executada pelo Estado), mesmo após a "igualização de gêneros" após o processo comunista. Tal atitude não se difere do Secto Político da União Européia, cuja direção ideológica vigente se opõe a uma direção étnica-europeísta, favorecendo assim uma visão de Europa terroritorialmente Européia, mas cujo pertencimento cultural é definido por dirigentes Supraigualitários. Soma-se isso o crescente aumento de influência de populações migradas. Mesmo com todas essas variáveis contra a influência dos valores tradicionais europeus, ainda assim o secto prefere culpar as tradições européias e a consciência de pertencimento étnico como culpadas por crimes de abuso sexual ao invés de apontar o próprio laxismo estatal no combate à violência. Tal laxismo estatal não se verifica com a mesma intensidade quando o Secto da União Européia pune dissidências de pensamento e consciência.
A solidariedade familiar (entendida no sentido amplo) tende a proteger e cuidar de seus membros. E para tanto a valorização das relações dos seus membros tem papel fundamental. Assim tem-se um ciclo simbiótico entre valores de família e geração de bem-estar dos membros, onde a infra-estrutura influencia a super-estrutura e vice-versa. Não são apenas algumas famílias que se beneficiam dessa rede. Justamente por ter se entendido ao longo da história que os povos se fortaleciam quando suas famílias estavam fortes, não é difícil de entender o porquê do incentivo societário a que as famílias prosperem. Semelhantemente, visto que das relações inter-familiares a sociedade cresce e se fortalece, a solidariedade intra-familiar não termina em si mesma, mas se extende também em solidariedade inter-familiar. Tal solidariedade inter-familiar fica bem evidente em momentos de guerra, onde as famílias precisam unir forças para sobreviver a um agressor externo e cuja sobrevivência só se torna possível com a união de forças, coisa que não seria possível caso fizessem uma resistência dispersa.
Como o comunismo é um sistema que não visa a solidariedade das massas, mas uma escravização dessas para que a direção da solidariedade tenha como principal (e único) destinatário o secto político, eis a razão pelo qual a solidariedade intra-familiar e inter-familiar precisa ser quebrada até o ponto de não mais poder oferecer resistência ao monopólio comunista.
Daí produzir peças propandistas-intelectualóides que negam a naturalidade do amor familiar, do amor heterossexual (a exaltação do amor heterossexual repercute em fortes dinâmicas de relacionamentos que resulta em felicidade do casal e melhor proteção e cuidado da prole), ofensas calculadas de cunho sexual e desmoralização de qualquer produção cultural que seja entendida como promotora de valores familiares e dos relacionamentos heterossexuais, tem como objetivo minar resistências para o monopólio comunista sobre a gestão demográfica. Comunistas nesse contexto, tenderão a sentir muito mais a vontade para fazer políticas de desapropriação e eliminação de dissidência numa sociedade de baixo nível solidário, que numa sociedade de alto nível solidário, ou seja, numa sociedade que tem em alto valor a família e a formação de casais estáveis.
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P.E
I
O combate ao romantismo por certas correntes marxistas se dá por concorrência, mais do quê por discordância. Comunistas são os maiores românticos que já existiram na face da terro. Nenhum baixo-poeta que tenha seus delírios românticos pensando em suas amadas imaginárias poderá se igualar ao romantismo que comunistas dedicam a sua utopia e ao culto dos membros de sua intelligentsia. Se por acaso algum comunista vier dizer a ti leitor desavisado, que declarar afeto a pessoas do seu círculo de pessoas bem-queridas é algo burguês, lembre-se da razão: É ciúmes!
II
Então por-se opôr a família e ao culto do amor heterossexual, o comunismo é favorável a sexualidade não-heterossexual e a comportamentos rebeldes? Certamente não e a explicação é porque se trata de uma oposição dialética. O objetivo não é destruir a família e os relacionamentos por destruir, mas destruir para formar uma commodity demográfica que não resista a gestão do secto comunista. Portanto, enquanto as forças anti-tradicionais se somam a favor da direção do monopólio comunista, tais forças são bem-vindas. Assim que tal objetivo é alcançado, tais forças não apenas são consideradas não mais bem-vindas, como também são apontadas por contra-revolucionárias.
Não existe defesa de minorias sexuais e não-tradicionais no comunismo. A única minoria que interessa ao comunismo é a minoria do próprio secto, a minoria de sua intelligentsia auto-eleita. As minorias e a maioria são alvos de interesse dos comunistas enquanto massa de manobra não indo muito além desse objetivo circunscrito.
Não é qualquer defesa de minorias ou crítica a valores familiares que significa automaticamente que se foi detectado um agente comunista. A direção comunista vai se revelar quando se verificar quais indivíduos e grupos estão ativamente e regularmente prestando serviço para a Dialética do Monopólio.
III
A partir do momento em que o Secto tem monopólio comunicativo para se apresentar como Pai, Mãe, Filho e Irmão, a sociedade fica obrigada a defendê-lo e cuidá-lo como um membro familiar, mesmo a despeito de suas próprias famílias.
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