quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
ERRATA TRANSEXUAL
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
ERRATA da Caridade II
Caridade pra tirar pessoas de situações desumanizantes e exercer a solidariedade: Ok.
Caritatismo pra fazer lavagem de imagem e dinheiro para corporações e governos corruptos: Нет!sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Precisamos falar da Lava Jato pós-Verdevaldo
> O culto a Moro fudeu a Lava-Jato.
> Justiça também pode ser corrupta. E quando é, fode com o combate a corrupção. A Justiça precisa ser investigada também pra mantê-la como força de justiça e não de arma sectária.
> O Jornalismo de Glenn Greenwald fez o trabalho de investigação e garantiu pela via da informação do público o combate a corrupção no judiciário no caso da Lava Jato.
> Impeachment de Dilma não foi golpe (SIM! Isso mesmo!) e a prisão de Lula foi golpe. Explico: Dilma foi vencida politicamente o que é correto na disputa política. Lula não foi combatido politicamente, mas tirado dos seus direitos políticos de forma judicialmente indevida.
> Se o Trump perder nos States Uniteds vai ser a mesma coisa da Dilma: Derrota Política porque Impeachment é predominantemente político e tá dentro do jogo.
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É através da informação do Público que ocorre mudanças tanto no poder formal quando na opinião pública (ou poder popular). O mesmo pode-se de dizer da desinformação ou propaganda. A diferença é que quando o público é devidamente informado há mais condições para que a vontade popular tenha mais poder sobre interesses sectários e o inverso ocorre na desinformação. Não é de se espantar que tenha ocorrido mudanças sobre a visão sobre Moro e Lula no âmbito público (bem como em relação as forças políticas relacionadas a estes). Entretanto, isso de modo nenhum se configura uma conspiração de Glenn Greenwald: O trabalho jornalístico dele foi viabilizado publicamente e dentro de tudo o que o está acordado para o exercício do jornalismo, ao menos em países que se consideram teoricamente defensores da Liberdade de Expressão e Informação.
Ele optou também por tornar sua posição política pública (o que não é proibitivo e nem obrigatório pra ser jornalista). Já
Moro ocupou uma posição no poder formal em que viés político no exercício do julgamento tem que ser evitado e haver devida distancia de forma que seja ao menos tecnicamente inexistente ou suficientemente desprezível pelos critérios técnicos acordados para o Direito Público. Em suma, ter viés político é proibitivo para juízes, aliás, esses detêm poder coercitivo específico que não é universal, daí ser razoável tal proibição que não cabe no caso de jornalistas.
Portanto, a posição de Moro no caso da Lava Jato em relação a Lula tinha como ser conspiratória porque esse ocupou um poder com potencial (entretanto indevido) de reservar segredo do público e possibilitar uma ação contra seu interesse, um abuso de poder previsível, mas que deve ser prevenível para que a transparência e a justiça predomine. Tal ato de Moro constituiu o que se entende por "Estado dentro do Estado": O Poder Público atuando como Poder Privado seja plenamente ou parcialmente. E é exatamente isso que Glenn Greenwald expôs: Não a Privacidade da Pessoa de Moro, mas a Privatização do Poder Público por Moro. E sendo assim, no que se refere a Lula, a ilegalidade e imoralidade da perda de seus direitos políticos no que se refere a este Abuso de Poder.