sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

CCCLXXXI

Não penso que estamos em um momento diferente de quando o comércio de indulgências da igreja católica oficial era crescentemente criticado e agora. Naquela época poderia se acusar os críticos de estarem tirando do povo "a remissão dos pecados e a salvação da alma" ao exporem uma atividade crida religiosamente como comércio fraudulento.

Hoje expor o comércio de boas intenções e filantropia, como atividades politicamente predatórias e enganosas, equivale fazer com que muitos percam a fé na imagem de si, a alma eletrônica, o que pode causar a perda do desejado arquivamento no paraíso digital, caso seja exposto que foram apenas financiadores de guerras civis e transnacionais, tráfico humano, indústria da doença e corrupção, e não arquétipos de bondade e boa vontade ilimitadas.

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