segunda-feira, 10 de abril de 2023

ERRATA NIILISTA - O SER NO NADA OU DO NADA A...?

A coeficiência cognitiva está abaixando na Humanidade mesmo diante do avanço tecnológico? Mas para criar avanço tecnológico não requer avanço cognitivo?

Ou seria a fruição do avanço tecnológico que está tornando o excedente de eficiência cognitiva obsoleto e portanto a tendência é ser um elo perdido na evolução?

Questão... Ei-la?

Pois bem... O cérebro avançado do ser humano que produziu tecnologia avançada desde a antiguidade (Sim, não é um fenômeno atual, apesar de que sim o momento atual propícia um maior acúmulo e tráfego de conhecimento, não entrando no mérito do mesmo, isso bem se entende...) não é usado em todo o seu potencial apenas no mérito de criação tecnológica, mas também e ainda mais pelo processamento de significação da vida com alta qualidade.

Ou seja, o colapso das sociedades pós-indústrias não se dá automaticamente pelo uso tecnológico e seu aumento de produtividade, mas a esquemas predatórios que incluem a niilificação da vida e dos sujeitos devaluando-os em prol de inflacionar fontes e meios duvidosos de crescimento monopolista, gerando um falso excedente de poder que leva a degradação societária contínua e acumulada que por fim passa a ameaçar a própria existência da humanidade sobre-socializada em idolatria tecnológica.

Uma sociedade com alta qualidade de elaboração significativa pode gerar cérebros capazes de elaborar tecnologia, mas o atual esquema de atrelar tecnologia a degradação da vida continuará a gerar a crise niilista que é parte do declínio mental. O processamento de significação de alta qualidade desafia o cérebro humano constantemente mesmo quando já se supera um desafio tecnológico definido (a busca espiritual por saber mais por trás da tecnologia é indefinido e insaciável, mas o mesmo não se pode dizer de uma tecnologia produzida que é obsoletável e limitável) e até o define anatomicamente (aumento do córtex) e portanto, termina por lhe garantir a eficiência cognitiva. Já a devaluação da vida e a niilificação em massa (gradação do baixo-entretenimento massificado? Será?) tem produzido nada mais que cérebros desestimulados e adoecidos o que não torna surpreendente o declínio da eficiência cognitiva que alarma a preocupação com o futuro das sociedades pós-industrias.

A mente que pensa em Deus e na Vida pode produzir máquinas, mas a mente que só pensa em máquinas tornará-se uma e em sendo uma será tornada obsoleta no processo colapsitário do niilismo pós-industrial gerado pelo mesma.

A evolução da vida foi feita para se estagnar no nada? Ou seria a evolução a força que transforma o nada em criação?

Apenas uma questão...



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