quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A lógica da anti-propriedade como tática de acúmulo proprietativo

Em ambientes onde se prolifera a dificuldade e o desencorajamento em se obter propriedade, apenas os agentes mais aptos a reter propriedade, a saber, Estados Altamente Taxativos, Corporações que dispõe de políticos tal seus próprios executivos e Terroristas expropriadores que buscam se ungir como poder oficial (para expropriar não mais contra a lei, mas enquanto lei).

A propaganda da anti-propriedade potencializa as forças com maior capacidade de ascensão monopolista e predispõe as populações a ceder poder para quem irá de fato concentrá-lo, sem que haja garantias de que haverá "distribuição após a máxima concentração" que boas intenções e a própria propaganda.

A problematização da propriedade feita pelos agentes monopolistas, de que tal inerentemente compromete o Bem Maior, não quer necessariamente dizer, que esses apresentarão a solução a qual as massas anseiam (melhora da qualidade de vida através do aprimoramento da dinâmica proprietativa), mas a solução a qual esses anseiam, isto é, o fim do conflito proprietativo conforme a perspectiva monopolista: A concretização do monopólio. 

Nesse sentido Karl Marx pode ser creditado tanto quanto um grande problematizador do conflito proprietativo para a sedução das massas, quanto o grande solucionador dos anseios monopolistas das forças de maior capacidade de retenção proprietária. 

O "proletários uni-vos" é sucedido dialeticamente pelo "monopolistas, removidos foram os obstáculos, agora o mundo é vosso": Eis a Ética Marxista e o Espírito do Monopólio.

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