Comunistas atraem até pessoas de boa fé que entendem que o dinheiro em si não é garantidor de prosperidade social e que mesmo em abundância, pode ser causa, meio e fim para os males do social.
Toda crítica marxista parece que pode ser sintetizada com a frase paulina "O Dinheiro é a raiz de todo o mal".
Não seria isso uma boa razão para um sincretismo entre o marxismo e o cristianismo?
Não seria a promessa de um futuro sem a existência do mal (principalmente do mal bem estruturado financeiramente) um sentimento de esperança messiânica que deveria unir tais forças?
Pois bem...
Para o comunismo a frase "o dinheiro é a raiz de todo o mal" vale dualisticamente e dialeticamente. Para esses existe ainda o outro lado da frase que apesar de não rezarem tão abertamente, certamente a entendem e praticam: "O dinheiro é a raiz de todo o bem".
Seria isso uma contradição marxista? Não em se tratando do marxismo como uma declaração de guerra que quer o monopólio como condição da paz social. O dinheiro, o capital, a propriedade... Essas coisas são a raiz de todo o mal se estão em posse das forças inimigas e/ou estrututras consideradas obstáculos para o monopólio comunista. Pequenos agricultores que foram perseguidos e mortos na formação da União Soviética longe estavam de serem grandes proprietários da região e muito menos do mundo. Entretanto os comunistas entendendo bem a doutrina que lhes guia ao poder, entendeu que retirar-lhes qualquer mínima propriedade (meios latrocidas incluso) era avanço para que esses pudessem alcançar a total propriedade. Em tempos contemporâneos, parte significativa de trabalhadores (desprovidos de receberem as unções intelectuais da Convenção) que vêem o nacionalismo e valores tradicionais como favoráveis a sociedade, são vistos como forças capitalistas mais assustadoras e temíveis que o monopólio comunicativo que detém os tecnocratas superescolarizados do vale do silício e mesmo as grandes fortunas por detrás da indústria pornográfica com investimentos em tráfico humano. Tampouco rejeitam os donos de grandes fortunas que monetizam suas atividades mercenárias sob a escusa de "investimento filantrópico". Isso se dá porque não apenas se afinizam em princípios, mas também em finalidades. Compartilham entendimento similares como o uso da propaganda anti-propriedade para o favorecimento da criação de condições de acúmulo de propriedade (negativizando a propriedade de seus alvos para se legitimizar como os receptores proprietativos autorizados) e a solidariedade inter e intra-familiar como obstáculo de controle ideológico e político.
E pelo outro lado que complementa essa estratégia, tem-se o comunismo que constituiu e visa constituir os governos com a máxima centralização bancária. E centralização bancária de tal natureza que massifica tanto a desapropriação da população, quanto um estilo de vida que lhes faz trabalhar pela dívida. Ou seja, a transformação do proletariado em debitário. Não é de se surpreender que mesmo a antiga União Soviética e a atual Venezuela, mesmo em contextos históricos diferentes, se igualizam em formarem sociedades com alto nível de endividamento e desproprietização massiva. Mesmo no centro escravocrata mais comercialmente sucedido do mundo organizado pelo Partido Comunista na China, os próprios cidadãos nem donos de seus órgãos são, pois a qualquer pretexto de dissidência, tem seus órgãos extraídos pelo Tráfico de Orgãos monetizado e incentivado pelo Estado Interventor. Isso sem se falar de viverem sob a perpétua restrição de movimento e comunicação imposta pelo seu império comunicativo.
E o que interessa essas informações aos habitantes do dito "mundo livre"? Se se aumenta o número de grupos afins das ideologias e das práticas comunistas dentro do dito "mundo livre" torna-se claro quanto o "Mundo Livre" se aproxima de se transformar na mesma qualidade societária que as sociedades oficialmente comunistas. Isso se dá é claro, porque forças comunistas e afins atuam dentro do mundo livre para transformá-lo também em parte integrante da universal comunista, independente de se declararem abertamente comunistas ou não.
Mesmo o "Mundo Livre" tem crescido em população sem segurança proprietária essencial (habitação, saúde e segurança), assim como endividamento e desemprego. Condições que favorecem os grandes estados e monopólios a acumularem propriedade para si e seus agentes. Propriciando assim que esses usem medidas para manutenção do estado de monopólio que lhes convém que em nada difere-se substancialmente das sociedades oficialmente comunistas da e na história como: Restrição de liberdade de movimento, modo de economia baseado em dívida desproprietativa e não na confiança societária dinamizadora de trocas de bens e serviços, punição de dissidência política e cultural bem como a aproximação (que confunde os) dos interesses do Estado e das Grandes Corporações. Que diferença haverá entre o "mundo livre" e o mundo oficialmente comunista quando as diferenças forem apenas em nominalidade e em posicionamento geográfico? Eis a questão.
Assim e apenas nesses sentidos que o comunismo é anti-capital: Para fazer com que a sociedade não mais produza o capital, mas dívida perpétua e em massa. O fim do consumo pela miséria. O fim da comercialização da produção pela escravidão do povo ao Secto Comunista. O fim da propriedade através da desapropriação da população e da monopolização da propriedade pelos messias sociais.
Também nesse sentido que o comunismo é pró-capital e sem contradição consigo: Para o alcance a a consolidação do monopólio proprietativo e a formação do monopólio bancário nas mãos de seu secto e de seus indivíduos associados.
domingo, 13 de dezembro de 2020
O problema do dinheiro para os comunistas e a falsa aliança com os anti-capitalistas sinceros
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