A idealização que o marketing petista tem construído a base da nostalgia de quando detinham o poder e possuíam uma fraca oposição é apenas a continuação da idealização escatológica que fazem do país quando não estão no governo. Eles querem fazer acreditar que o Brasil era respeitado internacionalmente graças a uma qualidade intrínseca, insubstituível e intransferível de um Líder Popular.
O Auge da desconstrução dessa tal era de ouro se deu pelo povo mesmo, no auge da Copa do Mundo. Ficou claro que a maioria dos brasileiros rejeitaram a idéia de serem diluídos em figuras políticas elevadas a condição de ídolos, sejam messiânicos ou futebolísticos. O povo brasileiro rejeitou ser lugar de festas para gringos, enquanto os seus grandes interesses e esforços eram sacrificados por uma copa cujo principal legado foi começar a ver as claras quem realmente são os políticos que estão no poder.
A "lógica" usada pelos advogados intelectualóides do regressismo, afim de repelir o desejo de mudança é a seguinte: "O governo é corrupto porque o povo é corrupto", variação sobre o mesmo tema da frase "todo povo tem o governo que merece". Esses certamente esqueceram que um povo que dispensa um governo corrupto está fazendo as pazes com a honestidade. E se o partido corrupto não entra em sintonia com esse anseio, então é ele que deverá sair pela porta dos fundos, não restando outra opção que ir para a lata de lixo da história.
Nenhum povo tem que ser escravo indefinido dos governos, apenas porque uma raça auto-eleita de intelectualóides definiu que é esse o estado aceitável de coisas ou porque criaram a aceitação de que esse é o modo condizente de se fazer política no país.
Não queremos um Brasil cujo "respeito internacional" seja limitado a afagar ególatras. Idolatria que é favorecida e oferece favores a outros políticos ultrapassados, feita por uma oligarquia internacional midiática também ultrapassada com seu exército de heróis de plástico. Não se constrói uma nação forte com boas relações internacionais, com um "respeito internacional" artificial, limitado entre burocratas que não buscam respaldo da população, aquela que enfrenta na realidade cotidiana os delírios formalizados por aqueles que tem aversão a democracia e medo de que o povo se torne bem informado por fontes as quais eles não podem manipular segundo seus interesses.
A Era de ídolos políticos eleitos pela oligarquia midiática e seus fantoches já passou. Quem estiver atento ao presente perceberá que os povos estão a requerer a autodeterminação e a representatividade de volta ao significado da democracia. Os governos que não ficarem atento a isso passarão, como o Partido da Copa do Mundo, que agradando gringos e traindo o povo, acreditava que permaneceria no poder para sempre. E passou.
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