domingo, 29 de maio de 2016

(Des)razões Sociais

O PT tem um projeto de poder e alega razões sociais para isso. É necessário enfatizar certas coisas diante disso. Alegar razões sociais, não implica necessariamente em oferecer resultados sociais. E os resultados sociais de hoje em desemprego e inflação prejudicam principalmente os pobres (acrescenta-se a isto o ônus de termos alto nível de impostos sobre consumo).

Vale destacar também que Impeachment, não é apenas instrumento de retirar o poder de Presidentes. É também um processo de investigação sobre Crimes de Responsabilidade, que foi feito com ampla publicidade, proposto não pelos Partidos de Oposição (uma oposição fraca, vale a pena ressaltar) mas pelos cidadãos: Janaína Paschoal, Miguel Reale Junior e Hélio Bicudo. Mobilizou mesmo o STF que validou o rito do processo. Houve manifestações contra e a favor na sociedade. Vale lembrar que é um Processo que dificulta a saída de qualquer Presidenta ou Presidente, visto que os números de votos decisivos necessários no Impeachment são de 2/3. Em favor das investigações, tanto de crimes comuns quanto crimes de responsabilidade, que haja Impeachment.

Qualquer Governo que alegue tirar as pessoas da miséria não ganha o direito de retornar estas mesmas pessoas a miséria e ao desemprego. Mesmo que este Governo fosse blindado por ciclo de commodities da China. Mesmo que oferecesse crédito bancário distribuído irresponsavelmente para dar temporário poder de compra, mas que leva ao inevitável endividamento da população diante dos efeitos da má gestão.

Esta instabilidade social e econômica agravada por incompetência política intencional com finalidades partidárias no mínimo estranhas a Democracia e ao Interesse Público, merecem sim, diante dos crimes de responsabilidade, serem examinadas a luz do Processo de Impeachment, seja qual for o resultado definitivo.

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