terça-feira, 22 de março de 2016

Carta aberta aos Fanáticos da Desonestidade Intelectual

   Enquanto recusarmos a história e os fatos, aceitando por senso comum que o Islamismo é uma Religião de Paz, pessoas sendo mortas por terrorismo irá continuar sendo mera obra do azar.
   Enquanto aceitarmos por senso comum que todas as religiões são iguais, colocando muçulmanos a gritar "Allahu Akbar" no mesmo patamar que Budistas entoando Om Mani Padme Hum, todos que arriscarem dizer a verdade serão culpados pelos crimes de terrorismo e a responsabilidade dos terroristas será colocada na conta de culpa sem fim do mundo "democrático, judaico-cristão e ocidental", para sempre imperdoável diante dos fanáticos da desonestidade intelectual.
   Sendo assim, continuaremos a ter cidades a sofrerem trágicos atentados para podermos orar: Kampala, Paris, Bruxelas, Mumbai, Manila, Beirut...
   Ainda haverá atentados para se fazer malabarismos retóricos com a finalidade de apelar a infindável metafísica da Tolerância, mesmo que a dita Tolerância seja para perder vidas, enquanto se é intolerante com a verdade e com o senso de justiça arduamente construído ao longo dos anos e ainda em processo de construção.
    Ainda há quem prefira a desonestidade intelectual, a qual coloca em alta conta o ato de cruzar os braços e apontar os dedos para eternas caricaturas de inimigos, do que a verdade dos fatos que sempre exige a revisão de nossos pensamentos diante dos acontecimentos e nos chama para dar respostas aos desafios no aqui e no agora, ainda que a custo de não mais sermos bem vistos por ditos humanistas que lavam as mãos diante das mortes alheias, em discursos sem fim a nos dizer de ideais tão elevados que não podem tocar o chão onde a empatia e bom senso andam.
    É preciso rejeitar o senso comum, mesmo que o senso comum seja contraído na dita Academia, ainda que formatado por sofisticada intelectualização projetada para fugir dos fatos, ainda que seja a reserva moral das supostas pessoas de sentimento.

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