Dilma não foi nem a vítima das vítimas e nem a causa única da corrupção do Brasil.
De fato, a justificação de impeachment pela via das "pedaladas" foi um ato de desinformação e exagero instrumentalizado a fim de tirar ela do poder.
O que não quer dizer que a sua retirada do poder foi o equivalente a uma ruptura extrema da democracia brasileira. O jogo do impeachment é um jogo predominantemente político e portanto, jamais tem enquanto tal o poder meritório que se espera de um judiciário, mas das forças do momento do jogo do congresso que naquele tempo histórico passaram a ficar contra ela.
Comparando ao caso Trump, não foi uma ruptura democrática nos Estados Unidos as duas tentativas de impeachment contra ele. O que não quer dizer que as críticas contra as fraudes eleitorais sejam infundadas. Impeachment é jogo político, fraude eleitoral é debate de ordem judiciária e esse ainda não chegou a sua conclusão.
Sendo assim, construir uma teoria conspiratória para ainda criminalizar Dilma é totalmente infundado e injusto. Opor-se politicamente a ela não, faz parte do jogo. A validade da opção por ser oposição a ex-presidente não se confunde com basear uma acusação criminosa na obsoleta "pedalada".
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