sábado, 7 de novembro de 2015

Na Astrologia Brasileira é Ano do Pizzaiolo

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O que é o que é? Para o governo é um partido de oposição. Para a oposição não é o governo.

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Este é o Ano do PMDB. Vermelho e Azul, são cores certamente mais ofuscadas, ou misturadas, ou nem cores mais são.

Para quem pensava num governo mais a esquerda: PMDB.

Para quem pensava num impeachment: PMDB.

Para quem acha que as coisas vão mudar: PMDB.

Para quem acha que as coisas vão continuar do jeito que estão: O quê? O quê?

A lição para não ser aprendida é que não adianta fazer tempestades de "polarização" na superfície do copo d'água. Mesmo o copo d'água, tem sua parte de oceano profundo.

Por falar em profundidade... É no Brasil Profundo que está o PMDB, monopolizando as nascentes do poder, enqüanto azuis e vermelhos disputam o "Brasil Inteiro do Norte-Sul" nas margens do Rio.

A velha metáfora do casamento, não cobre a extensão do véu da Noiva. A Noiva, pode sim escolher um (novo velho?) marido, mas pode também decidir que quer arriscar a chance de subir na Igreja para ter o matrimônio consigo mesma sem precisar contrair primeiros ou segundos cavalheiros. Claro, terceiros sempre terão seu lugar.

Portanto não deixemos de falar do futuro da política brasileira, ainda que nossa futurologia seja mais uma profissão afetada pela crise, mas por motivos outros: A política do instante a instante, onde não existe espaço para amadores e sobra espaço para o PMDB.

Brasil segundo PMDB = Brasil se PMDB

Mobilismo imobilista não irá agitar as massas "neutras" ou simplesmente saturadas da polarização que não se consolidou, talvez porque de fato não existiu. Enqüanto partidos vários e "opostos", anunciam combate a corrupção, importante parcela do eleitorado vê corruptos se combatendo. Os Discursos ainda inflamados apontam sintomas relacionados a neurônios hipotérmicos. A mentira apontada sempre do outro lado, aponta problemas de visão relacionados a incapacidade de enxergar simetria, com o agravante que o eleitorado é cético e não acredita em ilusão de ótica, ainda que o assunto seja política brasileira. E diante de tudo isso, ainda há quem duvide da capacidade do eleitorado brasileiro de auto-medicação e diagnóstico. O eleitorado brasileiro, muito subestimado, pode ser considerado doutor, por diagnosticar tantas nuances em pleno sistema de "multi"partidarismo, que soa tão multi quanto o termo multinacional.

Enqüanto isso, se o PMDB não é a mão que tudo faz, em tempos que em se pede coerência entre altos tributos e qualidade de serviço público prestado, certamente o PMDB é o olho que tudo vê. Tem a farmácia e o consultório nas mãos. Por isso, não é de se estranhar que servirá a saúde do sistema democrático brasileiro por muito tempo, seja lá o que isso há de implicar a vida política de todos nós - todos eles.

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